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Campeonatos estaduais agitam o futebol no país

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Contestado por muitos, mas no fundo amado por todos, campeonatos regionais vivem relação de amor e ódio com o público e estreiam em 2019.Há torcedor que não gosta desse torneio e defende seu fim por conta do calendário e jogos pouco apelativos contra equipes de pouco investimento, até o atacante Fred já entrou na discussão. Porém, é importante lembrar acerca da história desses campeonatos, até a década de 90 era encarado pelos clubes com maior relevância que a Libertadores, principal competição sul-americana nos dias atuais.


Prós

A carência do torcedor que não vê seu time em campo desde o início de dezembro, e querem ver as novidades do time: treinador novo, estreias de jogadores, entre outros. Sem falar do histórico e rivalidade, marcas dos campeonatos estaduais, quem ganha um clássico ganha uma semana de gozação no rival, em um campeonato pouco valorizado talvez essa brincadeira entre as torcidas seja o troféu mais importante.


Contras

O peso no calendário. São dois meses para a realização dessa competição e ao final do ano, os clubes somam 70, 80 partidas, o que seria diminuído com a ausência ou enxugamento de datas no início do ano. Vale ressaltar que os times ainda estão em fase de preparação e já tem dois jogos por semana a serem disputados. O Atlético Paranaense, por exemplo, preferiu disputar o campeonato do Paraná em 2018 com uma equipe sub-23 para diminuir a sequência de jogos.

Para se ter uma ideia quem disputar a final do Carioca pode jogar até dez clássicos, um na primeira fase da Taça Guanabara e mais dois contando semifinal e final, além de dois na primeira fase da Taça Rio e dois da semifinal e final, ainda uma semifinal e os dois jogos da final do Campeonato Carioca. O Botafogo, último campeão, fez nove clássicos ano passado até conseguir o título.

Entre as peculiaridades dos estaduais, o Carioca é tido como o mais charmoso, enquanto o Paulista como mais disputado e mais difícil. Para essa tese o argumento é que os times “pequenos” de São Paulo são superiores aos “pequenos” do Rio de Janeiro, além de o sistema de disputa na terra da garoa com jogos únicos mata a mata a partir das oitavas não favorecerem aos grandes. Desta forma, o Ituano foi campeão em 2014 e o Audax vice-campeão em 2016. Já na cidade maravilhosa, a última vez que o título não foi para a mão dos quatro grandes foi em 1966, quando o Bangu levantou a taça pela última vez.

A superioridade financeira e o maior investimento dos grandes não necessariamente serão transferidos para o campo, como podemos ver nas primeiras rodadas. Antes mesmo da estreia na festa de inauguração do Carioca realizada pela FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), os treinadores de Flamengo, Botafogo e Fluminense falaram sobre o tema e entraram em consenso: “dentro de campo onze contra onze”- afirmaram.

Os estaduais estão só começando e vão até abril, ou seja, tem muito clássico para acontecer, muita zoação entre rivais para rolar, até os campeões se sagrarem.

 

Fonte: torcedor.com por Rafael Souza

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